Esse Mundo é Nosso Turistando

Disney & Eu

Alda e Mickey1
Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Quando recebi o convite de Alexandra para participar do seu site numa página sobre Disney, fiquei superfeliz porque essa é a “minha praia”. Amo a Disney. Gosto de viajar, de falar de viagem, e quando demoro de viajar, não é por opção, desde a mais simples à mais completa, principalmente para o meu destino favorito: Walt Disney World!

Estou sempre pronta, motivada e feliz. É bom arrumar mala, os preparativos da véspera e a perspectiva da alegria que vamos poder proporcionar aos passageiros que confiaram a nós os seus sonhos de viagem. O que mais me surpreende é que, mesmo depois de 37 anos consecutivos das temporadas de férias de meio do ano, grupos em janeiro e algumas vezes com a família durante o ano, não me canso, nem fico desmotivada. Parece sempre a primeira vez, e ainda me emociono quando vejo o Castelo e me pergunto: será que eu ainda volto aqui?

Tudo me alegra, sem falar dos meus pontos preferidos, como tomar um sorvete de pecan na Plaza Ice Cream Parlor, na Main Street, onde se compra o famoso sorvete na bacia do Mickey. Você pode pedir Mickey’s Kitchen Sink, uma delícia!

alda sorvete   alda pean

Não fui à Disney quando criança, já era adulta, mas ao atravessar os portões da Disneylândia, na Califórnia, foi amor à primeira vista, me apaixonei, fiquei deslumbrada como uma criança ao visitar aquele lugar mágico. A Disneylândia foi o primeiro e único parque inaugurado pelo próprio Walt Disney, em 15 de julho de 1955, há 62 anos.

A alegria era realmente uma alegria diferente, infantil. Fui com minha avó e meu marido e hoje uma realização enorme é levar meus netos à Disney. Primeiro foram os filhos que cresceram convivendo com o Mickey Mouse, Minnie e sua trupe.

Todos trabalharam comigo e Edwardo, mas depois cada um seguiu o seu caminho. Minha neta Nicole nasceu em Orlando e desde os seis meses começou a ir à Disney comigo, e hoje, aos 21 anos, já a levei por 19 vezes, fazendo parte da equipe de guias da Espaço como trainee. Sua paixão pela Disney é bem parecida com a da avó. Ela, quando era pequena, dizia: “Minha avó, minhas colegas na escola sempre dizem que queriam ter uma avó igual à minha, porque todo ano me leva para a Disney! Elas pensam, minha avó, que você é rica, kkk”.

“A Disneylândia não foi criada por uma mente infantil: foi sempre um diálogo com adultos honestos, aqueles que não se envergonham de ser crianças.

Em que idade deixamos de ser crianças? Aos 6,18,30,60 anos? Se formos honestos, nunca: a curiosidade, o entusiasmo, a vontade de chorar e rir são virtudes das crianças… Um adulto que é incapaz de ser criança não pode sentir prazer na vida… O importante é não envelhecer nunca!”  Walt Disney.

walt disney e Mickey

Quando retornei ao Brasil, já estava curiosa, querendo saber tudo sobre a Disney, como tudo funcionava com tanta perfeição, a manutenção daqueles brinquedos, como as ruas eram limpas e não se via nenhum papel no chão. Os postes pareciam que haviam sido acabados de pintar, pois a aparência era de novinhos. E as pessoas que trabalhavam no parque sempre com um sorriso simpático no rosto e tantas gentilezas, como se todos nós visitantes fôssemos hóspedes muito importantes, como na verdade a Disney Company considera seus visitantes “convidados” e eles os anfitriões.

Minha curiosidade era cada vez maior, queria saber o significado de tudo, conhecer a vida daquele homem que construiu um império de divertimento, que mexeu tanto com o meu imaginário e passou a ser o ídolo da minha vida pela suas ideias, filosofia e desejo que as pessoas de todo o mundo fossem felizes.

Naquela época não havia muito material sobre a Disney, tudo era publicado em inglês, não contávamos com a tecnologia de hoje, nem a internet. Até essa dificuldade de encontrar esse material aguçava mais minha vontade de saber das coisas. Fiz um Fantour de agentes de viagem, e fui apresentada a uma pessoa muito simpática e sorridente, Ginha Nader, que se tornou minha amiga e continua até hoje uma grande amiga. Nossa afinidade foi de imediato, e aí soube que ela era uma estudiosa da vida de Walt Disney, e que estava publicando seu primeiro livro, Walt Disney, Prazer em Conhecê-lo. Era o que eu estava buscando, alguém para me ensinar a dar os primeiros passos. Fiz o lançamento do primeiro livro de Ginha Nader em Salvador. Minha admiração crescia à proporção que eu ia conhecendo um pouco mais daquele homem, um gênio do século 20 que entrou na minha vida de uma maneira mágica,  pela sua história e filosofia de vida, por mim adotada como um caminho a seguir na minha vida profissional e pessoal.

alda e

 

Sim, foi Ginha Nader que me levou a conhecer Walt Disney, através das suas palestras, nos trabalhos que desenvolvemos juntas, e pelos seus livros escritos com o coração, fruto do seu sonho de levar seus filhos à Disneylândia. Recomendo a todos que leiam os seus livros e o último deles, A Magia do Império Disney, o mais completo de todos, Um Século de Sonhos em três volumes, 1-2-3 ,Walt Disney, Prazer em Conhecê-lo

Comecei a levar grupos para Disney em 1980 sem imaginar que esse seria meu trabalho por toda a vida.

Aprender e conhecer a história do criador daquele reino mágico, cada dia aumentava meu entusiasmo. Convidei muitas vezes Ginha para preparar nossa equipe,  e depois eu dei continuidade a esses treinamentos não só no Brasil, como também em Orlando, na própria Disney.

Assim formamos uma equipe de 60 guias, 15 coordenadores, eu e Edwardo e nossos três filhos. Passamos a levar mais de mil passageiros por temporada usando quatro hotéis, para que a qualidade do serviço e atendimento não fosse prejudicada. Hoje eu nem posso pensar como tudo acontecia tão certinho, e me pergunto: foi nós mesmos que fizemos tudo isso? Que escrevemos essa história?

Nossa equipe estudava a vida e obra de Walt Disney como requisito importante ao escalamento para viajar, da mesma maneira que precisavam conhecer os parques. Até hoje nossos guias falam para os  jovens sobre as coisas mais importantes do parque, explicando o legado que Disney deixou para todos nós,  não deixar de acreditar nos seus sonhos.

alda escritorio

Dentre milhares de coisas criadas pela Disney, tem um diálogo que foi criado para o musical Walt Disney, o sonho de um homem, produzido pela Walt Disney Company e exibido pela TVS como parte das comemorações da inauguração do Epcot, que eu não me canso de ler e refletir.

Mark Twain era considerado o autor de maior peso nos Estados Unidos, em 1835, o escritor era dono dos barcos a vapor, dos trens e de muitas fazendas daquela região.

Disney chegou no Missouri e estava com seis anos e o diálogo inicia entre um velho de 70 anos e uma criança de 7 anos.

Walt: Meu pai sempre diz que temos de ser práticos e objetivos para vencer na vida.

Mark: Pois meu conselho é que temos que ser crianças o maior tempo possível e, se soubermos dar o jeito certo, talvez não precisemos crescer nunca. Eu nunca cresci e nunca me arrependi. Isso mantém os sonhos vivos, entende o que eu digo?

Walt: Será que é tão simples assim?

Mark: Não, não é tão simples assim. Esta é a parte mais difícil. As pessoas não se sentem à vontade perto dos sonhadores. Procuram nos desanimar. Não deixe que os pessimistas e os faladores desanimem você. Esta é a parte mais difícil.

Walt: Obrigado, muito obrigado!

Mark: Não agradeça. Nós crianças temos que estar unidas.

(Fonte: Walt Disney, Prazer em Conhecer – Ginha Nader)

mensagem walt disney

Seguir pela vida sonhando, esse foi o traço marcante da personalidade de Walt Disney e sua determinação e coragem, por isso as frases de Walt são claras e nos levam a pensar e refletir sobre a força que devemos ter para realizar nossos sonhos.

Sonhe!

Acredite em você e nos seus sonhos!

Ouse, corra riscos!

Faça, não deixe que os sonhos permaneçam em sonhos, realize!

walt disney

Aldalice Gedeon

Espaço Turismo

 

 

Sobre o Autor

Alma Baiana

Alma Baiana

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