A Ecoari segue crescendo, levando um modelo de reciclagem com recompensas a territórios distintos e acumulando aprendizados. À coluna, a CEO Isadora Alencar detalha os desafios e antecipa planos para a startup baiana em 2026.
A Ecoari tem crescido em cidades bem diferentes. Qual o desafio para adaptar o modelo a cada lugar?
O desafio é entender as particularidades sociais e operacionais. O modelo funciona em qualquer região, mas precisa ser moldado ao comportamento local, à infraestrutura disponível e ao nível de maturidade das cooperativas. Cada território exige incentivos, comunicação e operação próprios para garantir engajamento real.
Como é a escolha de parceiros locais e quais critérios determinam se uma cidade está preparada para a operação?
Buscamos parceiros com compromisso socioambiental e capacidade operacional. Para entrar numa praça avaliamos cooperativas, apoio do poder público, escolas e organizações engajadas. Uma cidade está pronta quando há ecossistema colaborativo, infraestrutura de triagem e demanda clara por soluções de gestão de resíduos.
Quais os principais aprendizados no Carnaval de Salvador em 2025?
O Carnaval mostrou que grandes eventos aceleram a educação ambiental quando unimos tecnologia, presença territorial e incentivos. Aprendemos a operar em alta escala, otimizar rotas e criar recompensas específicas para momentos de grande fluxo. Esses insights orientam nossa atuação em eventos que buscam impacto ambiental e engajamento.
Que dados indicam que o modelo de recompensas muda o comportamento das pessoas?
O app mede frequência de uso, volume, taxa de retorno e evolução do engajamento por região. Onde o modelo está consolidado, há aumento contínuo de usuários ativos e redução de resíduos nas vias públicas. Os indicadores mostram que as recompensas aceleram hábitos sustentáveis, impulsionados pela Ecoari.
Quais os planos para 2026?
Seguimos com expansão nacional e aprofundando operações onde já atuamos. O foco é escalar com responsabilidade, melhorar a eficiência ambiental e levar impacto social e sustentabilidade econômica às cidades.