Filho de mãe francesa e pai anglo-russo, Dimitri nasceu em Marrocos, viveu e estudou em diferentes países até se estabelecer no Brasil. Salvador virou a pátria desse galerista, fotógrafo, ator, crítico gastronômico e articulador cultural que comemora seus 90 anos, em plena atividade, com exposição e lançamento de livro na Aliança Francesa.
– Há quanto tempo e como veio parar na capital baiana?
Moro em Salvador desde 1975, mas já tinha vindo, como turista, três vezes. Vim porque mudar é uma forma de se renovar.
– O que mais te impacta em Salvador e em outras cidades baianas que já visitou?
Acho que Salvador e Belém são as duas cidades brasileiras com maior identidade. Também sou um velho fã de Boipeba (na foto, o Pontal do Bainema).
– Quais as comidas e bebidas daqui que você mais gosta?
Bobó de camarão, quindim e batida de coco.
– Cite restaurantes ou bares que considera imperdíveis.
Nunca fui de frequentar bares. Sou velho habitué do D´Venetta, Soho, Mar Aberto e Juarez.
– Quais são os melhores passeios a se fazer no Estado da Bahia?
Itaparica, na ilha do mesmo nome. Boipeba, Rio de Contas, Monte Santo.
– Há nomes que você indicaria na área artístico-cultural?
Gosto especialmente dos artistas com quem trabalhei desde minha chegada. Vauluizo Bezerra, os primeiros vinte anos do Murilo, os finados Eckenberger, Faróleo e Emma Valle, os primeiros trabalhos com aerógrafo de Bel Borba, as cerâmicas de Ramiro Bernabó e J. Cunha.

Exposição “Imagens do Povo da Bahia” e lançamento do livro “O Carnaval de Maragogipe”
Dimitri Ganzelevitch
16 de julho, das 17h às 20h
Aliança Francesa (Ladeira da Barra)
Acesso aberto a todos
Valor do livro: R$ 100
@dimitrifotos
Foto: Arquivo pessoal