Coluna de July

ABI celebra os 100 anos do nascimento de Afonso Maciel Neto

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Há 100 anos, em 8 de novembro de 1921, nascia Afonso Maciel Neto (1921-2015). Para homenagear a memória desse conceituado homem público que partiu aos 94 anos, a Associação Bahiana de Imprensa vai realizar hoje, às 11h, um evento comemorativo do centenário de nascimento do jornalista, advogado, deputado estadual, ex-presidente e sócio benemérito da instituição. A solenidade será realizada, com os devidos protocolos sanitários, na sede da entidade à qual Maciel serviu por mais de vinte anos, e contará com a presença da família do homenageado.

 

Afonso Maciel Neto desempenhou na ABI as funções de bibliotecário, diretor do Museu Casa de Ruy Barbosa e presidente da entidade (de 1972 a 1986). Entre suas principais realizações destacam-se a ampliação do acervo da Biblioteca de Comunicação Jorge Calmon, a criação do Museu de Imprensa, a edição do livro comemorativo dos 50 anos da ABI, o Seminário de Técnica e Atualização Jornalística com intelectuais e grandes expoentes da imprensa brasileira e a reforma da Casa de Ruy Barbosa. Em 2000, foi agraciado pela ABI com a Medalha do Mérito Jornalístico.

Durante os 14 anos em que esteve à frente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), Afonso Maciel Neto encarou um dos momentos mais difíceis para a imprensa brasileira, a ditadura militar. O presidente da Assembleia Geral da ABI, Walter Pinheiro, explica que o jornalista se tornou figura conhecida e respeitada por causa de sua importante contribuição em defesa da liberdade de imprensa. “Sentimo-nos orgulhosos em poder reverenciar a memória do nosso saudoso ex-presidente. A passagem de Afonso Maciel pela ABI foi muito marcante, especialmente no período em que ocupou a presidência. Era uma época difícil para quem atuava no campo da comunicação, da imprensa, dos jornais, em face do AI-5, que estava com todo rigor censurando, fechando instituições, perseguindo as liberdades. Afonso Maciel não mediu esforços para defender a prática jornalística”, afirma.

Para o presidente da ABI, Ernesto Marques, Afonso Maciel teve contribuição importante para a manutenção e o fortalecimento da entidade. “Ele marcou sua passagem pela presidência já pelo fato de ter sido o primeiro homem de rádio a dirigir a ABI, mas não só por isso. Vem do período dele a criação da Biblioteca Jorge Calmon, por um bom momento vivido pelo Museu Casa de Ruy Barbosa, do qual ele já tinha sido diretor. Para nós ele é uma referência da atenção que a ABI deve dar ao seu papel de instituição da cultura baiana”.

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