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Contes e Châteauneuf-Villevieille: carnaval e gastronomia no “Pays des Paillons”

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Situadas a apenas 17km da cidade de Nice, capital da Costa Azul francesa e Patrimônio da Humanidade da UNESCO em 2021, pelo ônibus que sai da Estação de Vauban, num percurso de meia hora, as cidades vizinhas de Contes e Châteauneuf-Villevieille têm atrativos para agradar em cheio aos turistas.

Elas estão situadas nas montanhas, no vale do rio Paillon, por isso a região é conhecida como “Pays des Paillons”, onde, em forma de associação para sua divulgação e seu desenvolvimento, estão reagrupados também os vilarejos de Bendejun, Berre-les-Alpes, Blausasc, Cantaron, Coaraze, Drap, L’ Escarène, Lucéram, Peille, Peillon e Touët-de-L’ Escarène.  Embora chamados calorosamente de “villages”, são 13 lindas e seculares cidades autônomas, cada qual com sua/seu prefeita/o, administração própria, e população total de 24.500 habitantes (www.pays-des-paillons.fr).

Sébas criou o primeiro Museu do Carnaval da França em 2019

Em Contes, de 5.000 moradores, se encontra o Museu do Carnaval, o primeiro de toda a França, inaugurado há dois anos, iniciativa de um jovem entusiasta da folia momesca, Sébastien Dalbéra, e de sua mulher, Elodie Couasnon. Nascido em Nice, folião na alma, apaixonado por carnaval desde criança, colecionador e restaurador, Sébas diz que fundou o museu por dois motivos principais: “para que as pessoas possam aproveitar, sonhar, entender suas origens e história, e compartilhar a festa fora do período dela. E prestar minha homenagem aos carnavalescos niçois“.

Annie e as fotos dos Sidro, seus ancestrais, os maiores carnavalescos da história de Nice

Entre eles, à maior de todas as famílias de carnavalescos, os Sidro, desde o início de século XX: do avô Sidro para o filho Alexandre e agora a sua neta, a historiadora e carnavalesca Annie Masséna Sidro, que emprestou objetos de sua enorme coleção particular, em regime de comodato no museu.

O museu exibe cartazes, fotos, carros alegóricos, bonecos gigantes e objetos dos maiores carnavais do planeta, como um adereço de escola de samba do Rio. É visitado por franceses de todo o Hexágono, e gente do exterior, como muitos italianos pela proximidade, e até brasileiros! Ele abre de terça a sábado, todo o ano, em visitas livres ou guiadas para grupos de dez pessoas. As entradas custam de 7€ a 4€, gratuito para menores de quatro anos. Mais informações: www.museeducarnaval.com

O “Chez Rose” é parada obrigatória quando o assunto é a ótima cozinha nissarda

Como os “villages” são geralmente assunto de família mesmo, pertinho dali está a singela Châteauneuf-Villevieille, de 920 habitantes, onde o “Chez Rose” é referência em couhina nissarda. Traduzindo do dialeto niçois, cozinha de Nice. Ali reina absoluto, em respeito à tradição da autêntica e boa mesa típica local, o pai de Sébas, o chef Patrick Dalbéra.

Raviolis ao molho da carne cozida, a “daube”, é o must de toda a região

Seu restaurante propõe um menu completo de 25€ (cerca de R$155): aperitivos com as famosas azeitoninhas pretas dos Alpes Marítimos; entrada composta pelos farcis niçois (legumes assados no forno  e recheados com carne moída e saborosos condimentos), ratatouille (legumes variados e muito bem cozidos no óleo de oliva e aromatizados com ervas da Provence) e a salada mesclun, de folhas frescas regionais, como a rúcula, mescladas, donde o seu nome; o máximo é o prato quente, os raviolis de carne e no molho desta; seguem uma bandeja com queijos franceses variados e as sobremesas do dia, a escolher. Telefone para reserva: (+33) 493.792.684.

Portanto, boa visita e bom apetite!

Baieta! Saravá!

Por Duda Tawil, texto e fotos, correspondente do Alma Baiana na França

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