O especialista em varejo e inovação Fred Alecrim será o palestrante do Top of Mind, que acontece hoje, levando ao palco o tema “Loja não é ponto de venda, é ponto de vida!”. Com uma abordagem prática e provocadora, ele propõe uma reflexão direta sobre os caminhos do varejo diante das mudanças no comportamento do consumidor, mostrando como transformar a loja em um espaço relevante, que vai além da venda para gerar experiência, conexão e valor — pilares essenciais para resultados mais consistentes e duradouros.
Você defende que a loja deixou de ser apenas um ponto de venda. O que isso significa na prática?
Significa entender que vender é consequência. A loja precisa ser um espaço vivo, que acolhe, inspira e cria conexões reais. Quando o cliente se sente bem, ele volta, indica e constrói uma relação com a marca. Isso muda completamente a lógica do varejo.
Como o varejista pode começar essa transformação?
O primeiro passo é olhar para a experiência. Desde a vitrine até o atendimento, tudo precisa convidar o cliente a permanecer. Pequenos detalhes — como escuta ativa, ambiente agradável e propósito claro — já fazem diferença. Não é sobre grandes investimentos, mas sobre intenção.
Você fala muito em “ponto de vida”. Como definir esse conceito?
É quando a loja deixa de ser só um local de transação e passa a ser um espaço de convivência. Um lugar onde as pessoas querem estar, não apenas comprar. Isso gera pertencimento e cria comunidade, algo que nenhuma promoção isolada sustenta.
Qual o papel das equipes nesse processo?
Central. São elas que traduzem a experiência no dia a dia. Equipes preparadas e engajadas conseguem humanizar o atendimento e fortalecer vínculos. Sem pessoas alinhadas, qualquer estratégia perde força.
E os resultados, aparecem mesmo?
Sim, e de forma mais consistente. Quando a loja vira destino, o fluxo deixa de depender só de preço ou campanha. O cliente passa a enxergar valor, e isso sustenta resultados duradouros.
Qual a principal provocação da sua palestra?
Fazer o varejista repensar seu papel. Não basta vender bem, é preciso ser relevante na vida das pessoas. Quando isso acontece, a loja se torna muito mais do que um negócio: vira experiência, conexão e memória.