Cultura

Exposição As Bacantes promove encontro sobre a presença do Deus Dionísio nos dias atuais

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Com a melhoria dos índices da pandemia, a cena cultural voltou a fervilhar com apresentações de música, teatro, dança, exposições e muito mais. Atores, atrizes, produtores e amantes das artes voltaram a circular pelos palcos da cidade. 

Se todos estão felizes com este momento, uma figura se destaca nesse cenário de comemoração: Dionísio. Será que o Deus da Mitologia Grega está presente neste momento da humanidade?

Este será um dos assuntos a serem debatidos no encontro aberto ao público, Diálogos Dionisíacos em Nosso Tempo, que acontece no dia 14 de junho, às 19h, no Palacete das Artes, como parte da programação da exposição As Bacantes, do escultor Israel Kislansky. 

Dionísio era um Deus fortemente cultuado pelos gregos e está associado ao teatro, às artes e também à alegria. Na cultura romana, ganhou o nome de Baco, Deus do vinho, dos chamados bacanais, de onde surge o mito de As Bacantes, de Eurípedes. 

“Nada mais apropriado que falar desse Deus dentro de uma exposição que tem como inspiração as mulheres bacantes. Será que Baco/Dionísio não se encontra atualmente circulando pelo Palacete das Artes?”, brinca Kislansky. 

Três terapeutas junguianos vão debater o tema: o psicólogo Ivan Costa, professor da pós-graduação de psicoterapia Junguiana; a psicóloga e psicoterapeuta Fátima Santa Rosa, autora do livro: Perdidos e Achados – entre a escuta poética e a psicoterapia; e a psicóloga Silzen Furtado, especialista em Psicologia Analítica, com participação no livro “Jung e o Cinema”.

Segundo Ivan Costa, a ideia é instigar o público a pensar. “Vamos trazer uma conversação sobre o assunto para que a gente, em conjunto, vá percebendo como são as manifestações dionisíacas na sociedade atual”, explica. 

Para ele, conversar com público sobre uma mitologia tão rica de símbolos quanto a de Dionísio é uma oportunidade de enriquecer reflexões e aprofundamentos de percepções de cada um no seu cotidiano. 

“Fazer isso dentro da exposição As Bacantes torna tudo muito mais vivo. As pessoas vão rever a obra de Israel com um olhar diferenciado”, afirma Ivan Costa. 

“Tenho certeza que essa conversação vai tornar ainda mais rica a experiência da visitação da exposição como um todo e da contemplação de cada escultura”, afirma Israel Kislansky. “Estamos muito felizes de poder oferecer isso ao público”, diz. 

O bate-papo será encerrado com música, com a apresentação da banda Bacânticos, formada por Ricardo Ribeiro (violão e voz), Ivana Pirajá (voz), Ivan Costa (violão e voz), Samira Simon (voz), Iris Pirajá (Cajon). Tudo gratuito.

Foto: obra de Israel Kislansky – Bacantes na fonte com Dionísio (reprodução)

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