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Festival Les Cultures du Monde, de Gannat, agita o verão francês

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

A cidade de Gannat, localizada no centro da França, região de Auvergne, de seis mil habitantes, promoveu o Festival Les Cultures du Monde, durante cinco dias, que terminou no último domingo, 1º de agosto. Fundado em 1974 por Jean Roche, falecido em 2017, ele é hoje presidido por seu filho Luc Roche e tem Romain Bouchet como diretor. É a Associação As Culturas do Mundo, cujo diretor artístico é Stéphane Billard, e seus voluntários, quem o organiza.

O evento é Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco, e conta com o apoio da municipalidade, sendo a prefeita de Gannat, Véronique Pouzadoux. É um grande encontro de danças folclóricas, música, artesanato, gastronomia, palestras, oficinas, diálogos e trocas. “Não se descreve o festival, é preciso vir vivê-lo”, dizia o saudoso Jean Roche.

Desta edição 2021 participaram, por exemplo, grupos da Guiana Francesa, Colômbia, Senegal, Polônia e Itália, e de regiões francesas, como do território das Ilhas Wallis e Futuna, e os anfitriões de Gannat, com a cinquentenária La Bourrée Gannatoise. São seus mestres de cerimônia Didier Bernard e Étienne Rougier.

Jovens músicos da cinquentenária La Bourrée Gannatoise

O festival atrai especialistas, observadores e personalidades, como a carnavalesca, escritora e historiadora niçoise Annie Sidro; Isabelle Coursaget, conselheira do Festival de Folclore de Confolens (que acontece de 12 a 15 deste); Sylviane e Stan Palomba, ela responsável das animações da Maison Francine Gag, e ele presidente de honra de Nice La Belle, ambos de Nice.

Assim como: Kathia Sebeloué, presidente da Associação Les Divas Paré Maské; Alice Fontellis, coordenadora da Associação Musical e Cultural Dokonon; a lusófona Monique Blerald, presidente do Observatório Regional do Carnaval Guianês e sua irmã Karine, que festejou 56 primaveras em pleno evento, no dia 29 de julho, todas elas representantes da Guiana Francesa.

Voluntários e artistas

Ao longo do ano, e durante o festival, são 400 voluntários, sem os quais o mesmo não seria possível. Entre eles, os grandes anfitriões Maryse e Marc Brullé, o empresário Christian Fauconnet, o casal Joëlle e Jean-Claude Maston, e Marie Bernasson, que morou um ano em Salvador, em 1986, tendo sido inclusive professora da Aliança Francesa da Bahia. Todos, sem exceção, doam um pouco de si, ou mesmo muito, pelo prazer em receber e pelo sucesso do festival.

Nos dois palcos das apresentações, a Arena e a Guinguette, e desfiles nas ruas da cidade, a Guiana Francesa trouxe a graça dos seus bailes carnavalescos mascarados, com as divertidas touloulous, mulheres fantasiadas e totalmente anônimas que conduzem a dança nos salões, e a ótima banda com a cantora Perle, o trompetista Brunel e o músico, poeta e compositor Henri.

Baile de máscaras com as touloulous da Guiana Francesa

A Colômbia veio com banda e balé completos para mostrar um pouco de todas as suas manifestações artísticas, com o excelente grupo Cumbia y Cardon, do professor, musicólogo e diretor Fabian Suarez e do coreógrafo Erick Chacon. E outro destaque para os nativos de La Bourrée Gannatoise, grupo de seis músicos e 20 dançarinos, cuja presidente é Laure Heredia e o coreógrafo Stéphane Billard. Parabéns a todos!

Mais informações: www.lesculturesdumonde.org

Foto da capa: o grupo Cumbia y Cardon representa a Colômbia

  • Duda Tawil, texto e fotos, correspondente do Alma Baiana na França

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