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Gestação sem embrião costuma pegar mulheres de surpresa

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Apesar de ser bastante comum, a gestação sem embrião costuma pegar as mulheres de surpresa. Quando aparecem os primeiros sintomas, elas fazem logo o teste de gravidez. Porém, após a confirmação, pode existir uma possível complicação: a gestação anembrionada.

“Menstruação atrasada e enjoos, por exemplo, surgem normalmente. E até os testes hormonais confirmam a gravidez. Mas por volta da 5ª semana de gestação, durante a ultrassonografia, quando a gestação é anembrionada, a gente não consegue visualizar o embrião”, explica a Sofia Andrade, médica especializada em reprodução humana.

“O óvulo fertilizado se implanta no útero da mulher, mas não desenvolve um embrião e gera um saco gestacional vazio”, acrescenta a médica que informa ainda que esse tipo de gestação pode acometer mulheres de todas as idades.

A gravidez anembrionada também é conhecida como ‘ovo cego’. “No momento da concepção, quando o espermatozoide fecunda o óvulo, ocorre o desenvolvimento de duas estruturas: uma delas é a responsável por acomodar o feto e é formada pela placenta, saco gestacional e seus anexos. Já a outra é o embrião. Ambas se instalam no útero, igual ao que ocorre em uma gravidez normal. Porém, em determinadas situações, acontece uma falha genética, que resulta na falta de embrião em seu interior”, explana a profissional. O corpo da mulher continua se comportando como se ela estivesse realmente grávida. “Daí o porquê do resultado do teste ser positivo”, destaca.

Ao fim do primeiro trimestre, o corpo da gestante identificará a falta do embrião no saco gestacional e acontecerá a interrupção natural da gravidez. “Muitas mulheres nem percebem a gestação, pois – na maioria das vezes – o aborto espontâneo ocorre muito rápido”, comenta a Sofia.

O diagnóstico

Caso não haja nenhuma anormalidade na gestação, durante os exames de pré-natal, o médico pode diagnosticar a gravidez anembrionada por meio do ultrassom obstétrico transvaginal. “A gente faz uma análise da bolsa amniótica e consegue verificar que não há embrião”, conta a médica.

“Assim que é constatada a gestação anembrionada, fazemos a intervenção. O tratamento inclui desde aguardar o aborto espontâneo até uma curetagem em centro cirúrgico”, informa e ressalta a importância de um atendimento humanizado. “É um momento muito delicado para a paciente”.

Um estilo de vida saudável faz com que existam menos chances da gestação anembrionada acontecer. E para as pacientes que estão planejando engravidar, é indicada a ingestão de ácido fólico por – em média – três meses antes da concepção. “A substância auxilia na prevenção de malformações e acidentes genéticos no feto”, salienta a Andrade.

Na foto, Sofia Andrade (divulgação)

 

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