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Livro conta a história da Avenida Sete de Setembro

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Já está nas livrarias e no site da Saraiva o novo livro do escritor e jornalista Jolivaldo Freitas, Histórias e Folclore da Mais Bonita e Antiga Avenida de Salvador. Trata-se de uma homenagem aos 101 anos da Avenida Sete de Setembro, a primeira grande artéria aberta em Salvador, projetada pelo governador José Joaquim Seabra com o propósito de se construir uma metrópole moderna, nos moldes europeus.

O projeto foi polêmico e dividiu a opinião da população e dos meios de comunicação. O jornal A Tarde, por exemplo, alegou que seria um gasto excessivo para uma obra que teria o objetivo de fortalecer JJ Seabra em sua carreira política. Também alertava para a intenção de se derrubar parte do patrimônio arquitetônico para dar passagem à avenida.

O livro mostra o que havia antes da implantação da Avenida Sete, quando se chamava Caminho da Vila Velha e depois Avenida do Estado; e, posteriormente à implantação,  aquilo que restou hoje, com a saga imobiliária e a mudança de costumes. Aborda desde os primórdios, quando a região era habitada pelos tupinambás, passando pela chegada de Tomé de Souza, com o chefe de obras Luis Dias – o “criador” da Cidade do Salvador -, até a evolução, com a avenida sendo aos poucos transformada em destino de moradias de nobres, grandes comerciantes e autoridades.

Jolivaldo Freitas revela em seu livro que, para implantar a nova avenida, o governador Seabra decidiu derrubar o Mosteiro de São Bento, “mas foi demovido da iniciativa por causa do clamor popular. Tanto que a avenida quando sobe da Praça Castro Alves em direção ao Relógio de São Pedro faz uma curva”. Mas a antiga Igreja de São Pedro, do século XVII, não escapou e foi destruída.

Na obra o autor também conta coisas do folclore e da memória da avenida, como as grandes ou famosas casas comerciais que se instalaram por lá em algumas épocas, como a loja Mesbla, a sorveteria Alaska e o restaurante A Portuguesa. Revela a história de cada mansão ou o que existia por trás de cada edifício moderno que foi criado, derrubando edificações em sua maioria no estilo clássico.

Há ainda histórias interessantes de personagens que moraram ou trabalharam na avenida ao longo do tempo. Tempo em que, ao escurecer, a avenida parava para ouvir  a Hora do Angelus nos alto-falantes. Com design de Danilo Santana, o livro traz fotos antigas e ensaios do fotógrafo Sérgio Pedreira.

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