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MAM-Bahia passa a abrir aos sábados/domingos (25 e 26) e lança novos projetos

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Em atendimento a centenas de pedidos e campanhas virtuais feitas por baianos e turistas, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-Bahia) amplia os dias de visitas também para os sábados e domingos, com a exposição ‘O Museu de Dona Lina’ aberta das 13h às 17h, sendo que o Café Saladearte e os Pátios externos ficam abertos das 12h às 19:30h. Há 30 dias o MAM vinha abrindo só de terça a sexta-feira. O anúncio da abertura aos sábados e domingos acontece um mês depois da ‘Reabertura do MAM’ que ocorreu em 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Cultural.

“Desde agosto e depois do licenciamento das autoridades sanitárias planejamos uma reabertura gradual e por etapas”, esclarece o diretor do MAM, Pola Ribeiro. Primeiro abriram os dois espaços expositivos com mostra em homenagem ao pensamento de Lina Bo Bardi (1914—1992). Paralelamente, abriu-se também o Café Saladearte. Agora, nos próximos dias 25 e 26, há, a ampliação das visitas para os finais de semana e até o final do mês, a reabertura da sala de cinema. “Até o final de novembro será aberto ainda o Espaço Lina Bo Bardi como sala permanente dedicada a ela”, adianta o curador do MAM, Daniel Rangel. O Espaço Lina também terá exposições, ações educativas e outras atividades do museu que dialoguem com as ideias da arquiteta ítalo-brasileira.

De acordo com a coordenadora-geral do MAM, Marília Gil, o museu obedece aos protocolos de segurança da Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, das secretariais municipal e estadual de Saúde. “A temperatura é aferida na portaria e é obrigatório o uso de máscaras”, lembra Marília. A lotação é de dez pessoas por vez na Capela e 30 no Casarão. O Museu dispõe de áreas externas que somam cerca de 2.500 m², possibilitando o distanciamento determinado pelas autoridades.

MAM-Bahia (GeraldoMoniz)

Dentre os novos projetos, o MAM-Bahia lançou na quinta-feira (23) a visita virtual da exposição ‘O Museu de Dona Lina’. Todos os internautas, mesmo sem estar em Salvador e de qualquer lugar do mundo vão conhecer em detalhes a mostra que propõe um diálogo entre a arte erudita (modernismo e contemporâneo) e a arte popular que, para Lina, deveriam estar ambas no mesmo patamar. A exposição reúne cerca de 250 obras do Acervo do MAM e da Coleção de Arte Popular Lina Bo Bardi da DIMUS/Solar Ferrão.

“A visita virtual tem qualidade técnica e possibilita que o internauta consiga passear nas áreas internas da Capela e do Casarão para ver de perto todas as obras expostas”, ressalta Daniel Rangel. Ele explica que as obras incluem pinturas, desenhos, esculturas, objetos, fotografias, serigrafias, instalações e até utilitários, produzidos por 76 artistas de diferentes gerações e contextos.

No domingo (26) o museu promove o projeto-piloto do ‘Domingo no MAM’ com atrações para os visitantes, além da exposição, do café e do cinema já que o público do museu é bem eclético e formado por todas as idades. Das 14:30h até 16:30h acontece no Pátio da Mangueira a apresentação musical de Chorinho com o cantor, compositor e pesquisador, Enio Bernardes, e o grupo Choro Catado, formado por Washington Oliveira (cavaquinho), Daniel Rocho (violão), Enio (percussão) e Leandro Tigrão (flauta).

O cantor, compositor e pesquisador, Enio Bernardes (divulgação)

O ‘Choro Catado’ existe desde 2013 com várias formações, incluindo no seu repertório sucessos que mexem com a memória do público, como alguns de Pixinguinha (1897-1973), Chiquinha Gonzaga (1847-1935), Jacob do Bandolim (1918-1969) e tantos outros compositores brasileiros. “O choro ou chorinho surge no século XIX e é considerada a primeira música urbana tipicamente brasileira, ganhando ao longo dos anos reconhecimento, excelência e requinte”, lembra Enio. O Chorinho tem origens no lundu, ritmo de inspiração africana à base de percussão com mistura de gêneros europeus.

Pixinguinha (domínio público)

Das 17h às 18h, o Coletivo Ser Yoga (CSY) oferece aulas abertas de Hatha Yoga no Pátio do Pôr do Sol/MAM. A atividade é gratuita e qualquer pessoa pode participar desde que traga o seu tapete ou emborrachado para praticar os exercícios. Como o Pátio dispõe de mais de 1.600 m² os participantes poderão manter o distanciamento determinado pelas autoridades.

Coletivo Ser Yoga (divulgação)

“O nosso Coletivo reúne professores capacitados ao método tradicional do Hatha Yoga, através do YogaBahia (SSA, BA), do IEPY (Instituto de Ensino e Pesquisas em Yoga, SP), e o Instituto de Kaivalyadhama (Lonavla Índia)”, relata Telma Bunni, uma das professoras. Segundo Victoria Goulart, outra das organizadoras, o Yoga é um sistema prático/filosófico indiano com cerca de 4.000 anos de existência que objetiva a união do homem material e espiritual. “Queremos colocar em prática o significado da palavra ‘Yoga’, que é união”, conclui Victoria.

A entrada e o estacionamento (capacidade p/mais de 50 veículos-passeio) no MAM-Bahia são gratuitos. Mais informações: acompanhe nossas redes sociais (Instagram e Facebook) ou via telefone (71) 31176132, com atendimento das 9h às 12h e das 13h às 15h. O MAM é vinculado ao Instituto do Patrimônio (www.ipac.ba.gov.br/museus) da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA).

Foto principal: Geraldo Moniz

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