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O Castelo de Auvers-sur-Oise e seu “Percurso Impressionista”

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

A 30 km de Paris e no coração da cidade de Auvers-sur-Oise, está situado o Château d’Auvers, um dos monumentos históricos mais emblemáticos da França, do século XVII e desde 1987 não mais uma propriedade particular, aberto à visitação pública em 1993. Ele pertence ao Departamento do Val d’Oise e as atividades culturais são constantes, ao longo do ano. Delphine Travers é a sua apaixonada diretora.

O castelo em si é um museu, com arquitetura de inspiração do Renascimento italiano, possui um acervo permanente de pinturas da segunda metade do século XIX, com cerca de 30 obras de artistas célebres que ali foram se inspirar. De fato, as paisagens do vale do rio Oise, que empresta seu nome ao departamento, são lindíssimas e não à toa deslumbraram pintores impressionistas como Paul Cézanne, Camille Pissarro, Charles-François Daubigny e sobretudo Vincent van Gogh, que ali viveu seus últimos meses e está enterrado.

Por esta razão, em 2017 este excepcional espaço cultural criou e apresenta o percurso “Visão Impressionista: Nascimento e Descendência”, no qual o visitante tem uma experiência imersiva, em 600 m², no universo dos artistas que marcaram este movimento, e seus desdobramentos. Acompanhados de belos textos com vozes em off, são projetadas, em telas superpostas, de vários tamanhos e detalhes, várias obras-primas de nomes como Manet, Pissarro, Renoir, Monet, Morisot, Sisley, Cézanne, Caillebotte, Degas, Jongkind, Van Gogh, Turner, Daubigny, Seurat, Signac, Derain, Vlaminck e Gauguin.

 O percurso Vision Impressionniste mescla o virtual com telas reais

É um lugar único, que mistura patrimônio e experiência impressionista, numa paisagem preservada e autêntica, com um panorama da natureza e da cidade aos seus pés. São oito espaços de visita, que pode ser feita em 1h30, entre o virtual e o real, sem contar os seus jardins à italiana, à francesa e à inglesa, que constituem o seu parque.

A montagem perfeita de um ateliê de artista, com telas, cavaletes, tintas,
pincéis, e quadros originais; e das janelas, panorama dos jardins do castelo e do vilarejo

Descendo os andares dos jardins, pois eles seguem como uma cascata, chega-se à Orangerie, lugar onde antigamente eram estocados durante o inverno frutas cítricas, donde o seu nome, proveniente de laranja, e outros alimentos. É o local de exposições temporárias, que dão mais vida ao castelo e atrai mais visitantes.

Atualmente, abriga a exposição “Battre la Mesure du Ciel”, do artista abstrato francês Tony Soulié, grande nome das artes plásticas nacionais, durante a qual aconteceram ali três shows, de: No Slide, Quatuor Morphing e Pamina Beroff Jazz Quartet. Vale lembrar que a pequena cidade é conhecida também, e há 40 anos, pelo seu “Festival de Auvers-sur-Oise”, de música clássica.

A Orangerie expõe nesta primavera/verão o pintor abstrato Tony Soulié

O castelo recebe até 60 mil visitantes por ano, e o turista vindo de Paris chega ao “village”, como é chamada a cidade, em apenas meia hora, pois Auvers-sur-Oise está dentro da Região Parisiense. Os trens saem de duas estações: Gare du Nord e Gare Saint-Lazare. Da estação de trem local até o castelo caminha-se 15 minutos. O parque com seus jardins são gratuitos, e as entradas do castelo custam entre 12€ e 7€50 (crianças abaixo de 7 anos não pagam). Existem uma bela butique, café e restaurante, este com reserva para grupos de 15 pessoas.

Mais informações www.chateau-auvers.fr.

Boa visita!

Por Duda Tawil, texto e fotos, correspondente do Alma Baiana na França

 

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