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Pacientes submetidos à cirurgia robótica parabenizam médicos pela passagem do Dia deles

Alma Baiana
Escrito por Alma Baiana

Em 1998, um robô-cirurgião participou da primeira cirurgia robótica da história em Paris (França). Naquele momento, quem operou o paciente com o auxílio da ferramenta tecnológica foram dois médicos: Alain Carpentier e Didier Loulmet. Já a primeira cirurgia assistida por um robô realizada no Brasil em 2008 na cidade de São Paulo foi conduzida por uma equipe chefiada pelo médico Marcel Autran Machado. Na Bahia, cerca de 550 cirurgias robóticas foram realizadas desde que a plataforma robótica chegou ao estado no ano passado, por meio da instrumentalidade de médicos qualificados e certificados. Boa parte desses procedimentos tiveram à frente os cirurgiões do Robótica Bahia (RB) – Assistência Multidisciplinar em Cirurgia, grupo formado por experientes profissionais de diferentes especialidades lançado no início deste mês com a missão de difundir a cirurgia robótica no estado. Sem o conhecimento, a habilidade e a técnica dos profissionais responsáveis pelas cirurgias, o robô-escravo nada pode fazer.

Ainda que alguns robôs recebam nomes de gente, eles não operam sozinhos. Apesar das inúmeras vantagens da tecnologia, os médicos continuam no controle e assim devem permanecer. No Dia dedicado a eles, celebrado neste domingo (18), o reconhecimento e a gratidão dos pacientes são voltados para profissionais e não para máquinas. “Sou grato aos meus médicos e desejo a eles tudo de melhor porque são como anjos que ajudam a prolongar nossa vida na terra”, declarou o representante comercial Evaldo Lima da Silveira, 57. Há cerca de um ano, ele passou por uma cistectomia radical (retirada total da bexiga) com o auxílio do robô, em Salvador, mas não tem dúvida de que os responsáveis pelo sucesso do procedimento foram os urologistas André Costa Matos, integrante do RB, e Rafael Coelho (este último veio de São Paulo para colaborar com o procedimento por ser um dos pioneiros da cirurgia robótica brasileira).

“No início, fiquei receoso de ter um robô me operando, pois tudo era muito novo. Mas os médicos me explicaram de forma clara que ele seria uma ferramenta para otimizar os resultados. No dia da cirurgia, fiquei impressionado com a tecnologia da sala robótica. Parecia coisa do futuro. Graças a Deus, tudo deu muito certo. Tive alta bem antes do que teria se a cirurgia fosse aberta. Depois de algumas sessões de fisioterapia pélvica, a incontinência urinária foi completamente controlada. Hoje, tenho uma namorada e potência sexual (sem ejaculação, mas com orgasmos normais). Valorizo demais os médicos que criaram uma neobexiga que me permite viver uma vida praticamente normal, pois não precisei passar o resto da vida usando um reservatório urinário externo”, contou Evaldo Silveira.

 

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