Identidade, ancestralidade e força feminina conduzem o Living Gaia, espaço que marca a estreia da arquiteta Sílvia Coelho na CASACOR Bahia. Inspirado nas memórias de sua avó materna, Dalcy, o ambiente transforma referências familiares em uma experiência de acolhimento, natureza e celebração da vida. Em sintonia com o tema da mostra, “Mente e Coração”, o projeto propõe um olhar sobre as histórias e afetos que atravessam gerações.
“Minha avó sempre foi uma mulher à frente do seu tempo, forte, autêntica e dona das próprias escolhas. O ambiente é uma homenagem à sua trajetória, mas também um tributo a todas as mulheres que vieram antes de nós e abriram caminhos para que hoje possamos ocupar espaços, expressar nossas ideias e viver com mais liberdade”, afirma Sílvia.
O nome do ambiente faz referência a Gaia, figura da mitologia grega associada à origem da vida e à força da natureza. Mais do que uma inspiração simbólica, a referência ajuda a traduzir a proposta de um ambiente marcado por movimento, personalidade e conexão com a natureza.
“Gaia traduz muito essa ideia de vida. Quis criar um ambiente com movimento, personalidade e autenticidade, que fugisse da neutralidade e transmitisse energia. Para mim, essa força criadora está presente na natureza, nas cores, nos encontros e na forma como escolhemos viver nossos espaços”, destaca.
Longe da neutralidade que domina muitas propostas contemporâneas, o Living Gaia aposta em cores, texturas, materiais naturais e formas orgânicas para criar uma atmosfera vibrante e acolhedora. Com uma configuração que privilegia a convivência e o encontro, o ambiente foi pensado para despertar uma sensação de acolhimento e permanência, traduzindo em formas e sensações os conceitos que inspiram o projeto.
Entre os destaques do espaço está um canto dedicado ao artesanato, com flores de crochê produzidas pela mãe da arquiteta. A composição homenageia a herança artística presente em sua família e reforça a conexão entre diferentes gerações que inspiram o Living Gaia.
“Quero que visitem meu ambiente e pensem: ‘eu quero isso na minha casa’. Que se identifiquem, sintam a vivacidade e a história que ele carrega. Que sintam a sensação genuína de lar e consigam se imaginar vivendo momentos do dia a dia naquele espaço. Quero mostrar que é possível unir conforto, acolhimento e elegância em uma coisa só e, ainda assim, se sentir em casa”, destaca Sílvia.